quinta-feira, 22 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
INGRID N. S.
A arte morre á francesa,geralmente após escrever seu epitáfio,pois não quer a interrompam apenas para carpir cafezinhos ou chá junto ao corpo ancorado no cais.
A máquina das agulhas postada sob a pedra tumular principia a esculpir guzanos famintos, que permanecerão secretos antes e depois da refeição. O agrimensor não lhe medirá em côvados nem lhe dará a oportunidade de formular seu último pedido. Raríssimos serão os minutos sem estrelas para repousar um pouco. Da arte sempre chegam propostas obcenas, porém tênues,de gerar o original equívoco filosófico discutível naquela obra única. Como se pudesse pendurar idéias em uma árvore em pleno limbo Nerdruniano. Mas tudo isso é possível. Como também é possível minha exposição direta e banal de idéias.A arte costuma valer-se de expressões rebuscadas e reelaboradas para expressar a tensão nervosa de renascer, renascer, renascer,sempre nos múltiplos sanatórios dos distintos mesencéfalos humanos.
Gosto muito do teu trabalho, Ingrid ! Gosto das máscaras mortuárias laterais aos textos, gosto do teu senso de composição e da linguagem direta de tuas fotos, mas principalmente gosto de perceber que trabalhas arte. Isso faz toda a diferença e te capacita a materializar tuas criações,indo além da arte conceitual e pisando o solo sagrado dos criadores que dominam o ofício do fazer com as mãos,como Marcelo Monteiro e poucos outros.
Bom trabalho !
SELISTRE
A máquina das agulhas postada sob a pedra tumular principia a esculpir guzanos famintos, que permanecerão secretos antes e depois da refeição. O agrimensor não lhe medirá em côvados nem lhe dará a oportunidade de formular seu último pedido. Raríssimos serão os minutos sem estrelas para repousar um pouco. Da arte sempre chegam propostas obcenas, porém tênues,de gerar o original equívoco filosófico discutível naquela obra única. Como se pudesse pendurar idéias em uma árvore em pleno limbo Nerdruniano. Mas tudo isso é possível. Como também é possível minha exposição direta e banal de idéias.A arte costuma valer-se de expressões rebuscadas e reelaboradas para expressar a tensão nervosa de renascer, renascer, renascer,sempre nos múltiplos sanatórios dos distintos mesencéfalos humanos.
Gosto muito do teu trabalho, Ingrid ! Gosto das máscaras mortuárias laterais aos textos, gosto do teu senso de composição e da linguagem direta de tuas fotos, mas principalmente gosto de perceber que trabalhas arte. Isso faz toda a diferença e te capacita a materializar tuas criações,indo além da arte conceitual e pisando o solo sagrado dos criadores que dominam o ofício do fazer com as mãos,como Marcelo Monteiro e poucos outros.
Bom trabalho !
SELISTRE
quinta-feira, 8 de abril de 2010
sábado, 27 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Noite

Um relâmpago de couro amarelo cruzou o céu violeta da senzala. Abriu caminho e misturou-se ao carmin da veia aberta.
Poderia ter sido um poético hai kai. Se não fosse um gesto vil. Da imagem e semelhança de outro ser cruel.
Misturei essas cruas cores sobre a tela e aprendi a pintar a pele do Brasil.
Selistre
sexta-feira, 19 de março de 2010
Insonia

Ruídos de cadeiras e aquarelas.Sempre arrebatadas de desespero. Quebram estrondosamente o silencio num relâmpago intencional para, após,estremecerem de orgulho.É necessário estar com pressa, para se sentir uma aquarela. Na escuridão o rumor das ondas é imenso. Examinar um fenômeno para,quando estiver só,não decifrá-lo. Semelhanças de gênero,mortificação de cortesias e um allegro ma non troppo sorriso posto junto ao chá.
Tratei de esquecer os áridos raciocínios para vir á tona e pintar sem o esfôrço mental que me assombrara. No entanto, as pessoas amontoadas na esquina da Caldas Junior para "ver" radio trazem um clima de noite agitada.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Reencarnação



Ser estrangeiro é sumamente singular. Não há tristeza nem esperança na terra que não é minha. Estava sóbrio como num encontro imaginário.Não se estabelece logicamente vinculações nem sobra uma possibilidade real de vertígem.Efetivamente, a possibilidade de encontrar-me com a Firenze de Leonardo me levava a rascunhar diálogos e vislumbrar silhuetas solitárias de outros dias , outros tempos. Fica a impressão de que alguem me precedeu em horas. Quando pisei as ruas de pedras vulcânicas e respirei o ar desse outro mundo meus olhos estavam quietos e escuros. Uma estranha intuição acendia a tocha na densidão, mas a naturalidade que me rodeava era recente. Vibrava no ambiente um trabalho inacabado e um significado profundo tomou de assalto a ampulheta. Melancolia. Me senti tão fiorentino quanto portoalegrense e um cortejo de certezas me acompanhou durante os cinquenta dias que experimentei essa fusão essencial. Uma comunhão para dizer adeus, tão tênue e cruelmente precisa na essencial comunicabilidade fugaz e bela da deusa arte. Grazie, bela Firenze !!!
Selistre
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